sábado, 28 de dezembro de 2013

Jesus nasceu mesmo de uma virgem?

Uma breve reflexão sobre o nascimento virginal de Jesus

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. Mateus 1:23

Ao longo da história formularam-se inúmeros questionamentos sobre o nascimento virginal de Jesus. Não quero aqui simplificar esse complexo emaranhado de argumentos e contra-argumentos ao tema, mas compartilhar o modo como enfrento isso. Lógico que meu posicionamento pode gerar contra-argumentos mil, mas o que não consigo dar conta, eu lanço na conta da fé. Afinal, gostemos ou não, parte do mistério da fé está justamente por se tratar de um elemento que ultrapassa a capacidade de entendimento, seja isso temporário, como no caso da ciência, ou não, como é o caso da religião.

Dito isso, quero relembrar que a criação narrada no Gênesis (cap 1 e 2) começa com a palavra criadora “Fiat”. Longe de ser a primeira propaganda de uma montadora de veículos (rs), em latim quer dizer “Faça-se” ou “Surja”, “Apareça”. Quando da criação do homem, além do diálogo que sugere a presença triuna de Deus, está registrado o sopro divino que anima a matéria constituída com todos os elementos químicos anteriormente criados, o que justifica a afirmação de termos sidos criados do pó da terra e para lá voltarmos quando o que nos anima que é o espírito, cessar sua atividade. (Eclesiastes 3:20)  

Pois bem, esse mesmo “sopro” que dá vida, que anima a matéria inerte e que tem origem divina foi, no meu modo de entender e não estou sozinho nisso, o gerador da gravidez de Maria. Daí o fato de Jesus ser 100% humano, por parte de mãe, e 100% Deus, por parte de Pai. Esse acontecimento é tão novo e original como o foi a criação de Adão, daí o apóstolo Paulo ter base para afirmar o surgimento da nova geração iniciada por Jesus. (Romanos cap 5 e 8)

Pr Paulo Carlos

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Entregue suas preocupações ao Senhor, e ele o susterá; jamais permitirá que o justo venha a cair". Salmos 55:22

Este trecho faz parte de um dos salmos que, para mim, foi muito difícil para Davi escrever.
Tudo indica que ele foi escrito durante os acontecimentos narrados no segundo livro de Samuel capítulos 15, 16 e 17. Davi não estava sofrendo apenas com a rebelião do seu filho Absalão, mas também com a traição de Aitofel, um levita a quem Davi considerava como um porta voz de Deus. Alguém com quem Davi celebrou muitas vitórias e partilhou momentos de comunhão na presença do Senhor. A traição dessa pessoa foi dolorida para Davi justamente por vir de alguém que ele nunca esperava tal atitude, tamanha era a confiança e os estreitos laços aparentemente forjados na caminhada.
O fim de Aitofel não foi nada agradável (II Samuel 17:23). Como aconteceu com Saul, Davi também não precisou levantar a espada contra ele, nem contra seu próprio filho. Deus, que tem todas as coisas sob seu controle, ouviu a voz do coração sincero de Davi e o preservou. Sendo assim, o conselho dado pelo salmista é fruto da experiência de alguém que viveu sob os cuidados de um Deus amoroso e justo.
Este Deus não mudou. Vale a pena esperar nele. Mesmo que tudo pareça demorado ou fora de controle Deus saberá colocar as coisas em ordem. 



Pr Paulo Carlos.