segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013



Você é Radical?
"Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará." Mateus 16:25

Nesses últimos dias tenho pensado muito sobre a radicalidade da decisão que temos que tomar diante do convite que Jesus faz.

A palavra Radical tem sido utilizada de modo pejorativa, como algo ruim, retrógrado, como uma coisa a ser evitada caso queira ser aceito pela sociedade, caso deseje um espaço nas rodas de amigos, caso deseje ser convidado para os encontros festivos, pois, de outro modo, sendo a pessoa um "radical", ele se transforma em um "estraga prazeres".

É bom que se diga que essa palavra designa não um estado de ignorância, mas uma atitude tomada com uma base sólida. A palavra Radical, vem do latim radix, que significa fonte, fundação ou raiz. Sendo assim, uma atitude radical não sofre com os ventos de mudança da moda. Também não significa o congelamento do individuo, mas sim uma constância nas ações.

O convite que Jesus nos faz é para uma mudança radical. A base, a raiz é o entendimento que somos pecadores e carecemos da sua graça. Uma vez abraçados pela graça, ela nos impulsiona para outro estilo de vida. O viver para Cristo tem como base esse amor incondicional que nos resgata de uma rota e nos coloca em outra.

Sendo assim, não dá para pactuar com os ventos da moda. A radicalidade está no entendimento que não é possível harmonizar esse novo momento de vida com a minha condição anterior de desgarrado da graça. É assim que nasce o entendimento de uma nova postura, um novo modo de viver. Não é o abraçar uma lista de proibições, mas agarrar-se à oportunidade que, por amor, Deus nos concedeu.

Nesse sentido Paulo nos orienta: “Que diremos, pois Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?” De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”(Romanos 6:1-2).

Que me chamem de radical, pois mais radical do que eu foi Jesus ao entregar-se na cruz por mim, sem que eu merece-se, para que eu tivesse a oportunidade de uma vida nova, oportunidade que é para você também, caso tenha coragem de tomar uma decisão radical.
No amor do Cristo que radicalizou em amor,
Pr Paulo Carlos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


A Difícil Tarefa de Escolher

Nem sempre as escolhas dão certo, mas nos momentos das escolhas sempre acreditamos que estamos escolhendo fazer o certo. Com o tempo vamos nos tornando mais sábios para enfrentar as próximas escolhas; diminuímos as possibilidades de erros pelo fato de usarmos nosso cabedal de experiências vividas para avaliar os prós e contras das decisões que estamos por fazer.

Nada garante que alguém mais experiente não possa incorrer numa falha de avaliação e cometer um deslize. Por isso é necessário ao tomar uma decisão, seja lá o tempo de vida que você tenha ou o lastro de experiência que já tenha acumulado, reavaliar os parâmetros que foram usados até agora e verificar se ainda são válidos para garantir o resultado esperado.

Para alcançar a excelência não basta uma boa intenção, é preciso ter uma rota segura e perseverança para manter-se nela; além de uma boa percepção para fazer as paradas e as mudanças que toda caminhada exige que se faça, objetivando checar o mapa, por em ordem o material necessário, repor as energias e, quem sabe, pedir um conselho, orientação ou uma palavra de incentivo a alguém que conhece o caminho pelo qual você pretende passar.

Fazer escolhas nunca será fácil, pois elas só aparecem quando temos duas coisas que nos chamam a atenção. Quando apenas uma garante as vantagens, não há escolhas a fazer.

Portanto, fique atento aos seus momentos de escolhas, muitas vezes serão nesses momentos que a carne batalhará contra o Espirito (Mt 26:41, Gl 5:16,17, Rm 7:19). Não foi diferente com Jesus (Mt 4:2,3), mas, como ele, nos temos uma promessa de vitória (ICo 10:13).

Desejo a você uma boa caminhada, com escolhas sábias que o leve a um destino seguro.

Do parceiro de viagem,
Pr Paulo Carlos

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


Falar é necessário, quando necessário for, para dizer o necessário.

Quem hoje duvida da importância de Platão e dos seus escritos? Quem não reconhece sua influência nos atuais códigos e Leis? Só para exemplificar, no seu livro A República ele defendeu a responsabilidade do Estado na educação das crianças, responsabilidade expressa na Lei Federal nº 9.394/96 que trata da Educação Brasileira.

O curioso é que no seu tempo, século V a.C, ele foi vendido como escravo por defender essa e outras ideias na sua cidade natal, Sicília. Dionísio não concordava com o até então "desconhecido" Platão, e usando da sua força de influência e poder político jogou a voz incomoda para longe. Até que um homem rico o reconheceu entre os escravos e comprou sua liberdade.

Isso me faz lembrar a expressão de Jesus: "Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria." (Lucas 4:24 e João 4:44)

Às vezes penso que isso não mudou. Percebo também, e já disse isso em outras situações, que QUEM fala, tem mais peso aos ouvintes do que o CONTEÚDO da fala. Já presenciei situações quando uma mesma fala, rejeitada de inicio, foi abraçada alegremente quando outro orador falou a mesma coisa. 
Acredito que no Corpo de Cristo isso deve ser corrigido.

Portanto, não se cale, mesmo que sua voz seja destoante. Talvez deva procurar outros modos, outros caminhos, para ser ouvido, mas nunca emudeça sua voz para que não seja necessário as pedras clamarem (Lucas 19:40). Algum dia alguém o ouvirá, algum dia sua voz será útil para alguém.

"E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber, contudo, que esteve no meio deles um profeta." Ezequiel 2:5
Pr Paulo Carlos

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Carnaval e Discipulado: O que uma coisa tem a ver com outra?

Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma?" Marcos 8:34-37

Viver o Evangelho é muito mais do que ter uma lista de coisas proibidas de serem realizadas. Viver o Evangelho é abraçar um novo projeto de vida que tem como prioridade seguir aquele em quem acreditamos ter o melhor para nós. 

Acredito que não adianta falar mal do carnaval, nem fazer campanha para que as pessoas não se envolvam com esta festa, pois elas acreditam piamente que estão vivendo momentos felizes e, de alguma forma, encontram sentindo para suas vidas entrando nesse jogo vazio. 

Se queremos "esvaziar" as ruas nesse período, nós, Igreja de Cristo, precisamos viver o Evangelho, de março a dezembro, de forma séria e comprometida. 

Fazer discípulos é nossa missão, e isso se faz investido tempo e vida pessoal como exemplo do que se quer ensinar. Viver mais do que falar é fundamental para que o Evangelho seja visto como projeto de vida novo. De outro modo, o que será apresentando ao mundo é um carnaval fora de época onde pessoas mascaram suas dores e mazelas, onde o som ensurdecedor de suas atitudes incoerentes atrapalham as palavras de conforto, consolação, exortação e salvação que o Evangelho carrega. 

Não há muito mais o que fazer agora, mas a partir de quarta-feira a Igreja terá 10 meses para plantar a semente do Evangelho. 

Fará isso quem estiver disposto a "perder" sua vida durante esse tempo; estará envolvido com isso quem estiver disposto a abrir mão dos projetos próprios para ser discípulo de Jesus e fazer discípulos no lugar em que estiver atuando. 

Talvez o Carnaval de 2014 não tenha tanta força se a Igreja de Cristo, durante 2013, abandonar as "Micaretas Gospel" e passar a viver o Evangelho de forma plena.

No amor do Cristo, a quem procuro servir apesar das minhas falhas,
Pr Paulo Carlos.