quarta-feira, 30 de maio de 2012

Em busca de uma comunidade.

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.
(Hebreus 10:25)

Semana passada, ao voltar da Igreja, resolvi fazer um lanche. Passei em frente de uma McDonald's, de uma Subway e de uma Bob´s, até chegar no Laça Burguer, onde eu queria lanchar. Já lanchei e, às vezes, volto a lanchar nesses outros lugares, mas naquele dia eu tinha um desejo específico. 

Pensando sobre esse acontecimento cheguei a conclusão de que: Independente daquilo que é oferecido, o sucesso está mais ligado ao atendimento das expectativas daquele que procura um objeto ou serviço. É certo que a excelência do que é oferecido contribui para a fidelização do cliente, contudo ainda está na posse do cliente a última palavra na escolha.  

Salvaguardando as devidas e imensas diferenças, a participação e integração de uma pessoa em uma comunidade de fé, de algum modo, passa por esse elemento de busca, de procura e encontro de um ambiente que favoreça aquilo que deve ser nossa intensão primeira, a adoração e serviço a Deus. 

Há muitas comunidades que oferecem um bom ambiente e todas as comodidades possíveis para que alguém a frequente assiduamente. Da proximidade da sua casa, até um ambiente climatizado, passando por atendimentos diversos, muitos são os atrativos que fazem tais congregações receberem constantemente novos membros. 

No entanto, alguns abrem mão dessas comodidades e partem na busca de algo que está para além do que uma comunidade pode oferecer. Tais pessoas entendem que o Reino de Deus é uma oportunidade de serviço, ao invés de um shopping de bençãos. O Reino é o lugar onde sou abençoado para abençoar, e não um Banco gospel de onde saco todas as bençãos que preciso para o meu próprio prazer. 

Ás vezes, precisamos passar um tempo revigorando as forças, curando as feridas que a batalha causa e nos preparando para novos desafios. O perigo é passar muito tempo no banco de reservas, engordando nossa alma e, com isso, desenvolver uma "obesidade" espiritual que nos imobiliza. 

Como falei, há muitas e excelentes comunidades de fé onde podemos servir a Deus com alegria, excelência e compromisso. 

A questão está no motivo pelo qual escolhemos tais comunidades. Estamos lá porque estamos abençoando e contribuindo para que o Reino de Deus cresça? Estamos no processo de realimentação das bençãos, ou seja, Deus nos abençoa e por isso abençoo alguém e por isso sou abençoando? Ou tenho buscado fartar minha alma, sem compromisso com o projeto de Deus. Esta última atitude nos filia à comunidade apresentada pelo escritor de Provérbios no capítulo 30:15 "A sanguessuga tem duas filhas: Dá e Dá. Estas três coisas nunca se fartam; e com a quarta, nunca dizem: Basta!"

Os convido a procurar uma comunidade pelos motivos corretos. 

Tenho aprendido que a vida é uma troca, sendo assim, nada de errado que procure uma comunidade que possa oferecer algumas comodidades, mas procure nela um espaço para servir, pois, por maior que seja uma comunidade, sempre há um lugar para servir e carências a serem supridas. 

Que Deus te ilumine nessa busca e te abençoe na escolha.

Pr Paulo Carlos 


   

 

terça-feira, 29 de maio de 2012


Ser Família
“Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe“. Marcos 3:35
O que é família?
Não sei se você já deu conta de que as perguntas mais simples são as mais complicadas para responder. Quem tem ou já teve filhos pequenos sabe bem do que estou falando. Para exemplificar isso, pergunto agora: Por que as zebras são listradas? Por que o nariz não tem apenas um orifício ao invés de dois? Por que os nossos dedos têm tamanhos diferentes? Que configuração tem uma família?
Ao longo da história, a humanidade tem se deparado com várias configurações do projeto Divino chamado de família. Uma coisa é fato: O laço sanguíneo não é o único determinante para um relacionamento familiar. A amizade de Davi e Jônatas é uma prova disso.
Séculos depois, Jesus expõe essa verdade de forma contundente. Como vimos no texto base, a vida familiar tem mais a ver com projeto partilhado do que com registro de nascimento. Por esse motivo é que vemos configurações de famílias, supostamente perfeitas pelo modelo Vitoriano, não lograrem sucesso na vida; enquanto outras composições, mesmo não tendo a presença de pai, mãe e filhos legítimos, conseguem uma vida familiar funcional. Não é meu intento fazer juízo de valor, mas apenas constatar o que a nossa geração tem vivido.
Sendo assim, acredito que a pergunta sobre o conceito de família é pertinente, pois a resposta resgatará o que é de essencial para se viver uma experiência familiar sadia, independente da configuração que a vida nos legou. Essa resposta não está pronta para ser comprada no mercado ou shopping center. A resposta virá durante a construção de uma relação que tenha Cristo como centro do projeto. Esse projeto tem ingredientes indispensáveis, dentre eles: O perdão, a compreensão mútua, o apoio mútuo, a fidelidade, a partilha e, sobretudo, a dependência de Deus na resolução dos conflitos.
O que é família? Cada um terá sua resposta, à medida que consiga dosar bem os ingredientes e puser sempre o Reino de Deus como prioridade.

No amor do Cristo que, por graça, me faz viver em família,
Pr Paulo Carlos

"Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz.
Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo" Salmos 19:1,3,4a.

A linguagem da pintura e do desenho, além de carregar a mensagem do artista, revela os segredos escondidos nos fatos que todos veem, mas não conseguem enxergar sem que sejam tocados pela transcendência.

quinta-feira, 24 de maio de 2012


‎"O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?" Jeremias 17:9


Palavras, em si, nem machucam, nem afagam.
O que potencializa a ação da palavra na alma de uma pessoa é a fonte de onde ela brota. Por isso, criar expectativas em relação aos outros é sempre um risco muito grande. Corremos o risco de ser extremamente elogiados ou duramente criticados. Não temos o controle sobre isso, porque, às vezes, essa atitude independe das nossas ações, uma vez que elas, por mais bem intencionadas que sejam, passaram pelo crivo da interpretação alheia, cujo coração não se pode sondar.
Sendo assim, continuemos a agir de modo ético e coerente, sem esperar por aprovação alheia. Blindando o nosso coração de palavras injustas, advinda de fontes que deveriam expressar outros conteúdos.
Em paralelo, permealizemos nossa alma para receber, acolher com alegria, toda palavra de reconhecimento, mesmo que advinda de onde menos esperávamos.

sábado, 19 de maio de 2012

‎"Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta". Eclesiastes 7:10


Desde que decidi ser feliz independente das circunstâncias, até aquelas que, aparentemente, são totalmente desfavoráveis, tem deixando alguma lição importante para que eu continue a viver sorrindo. 
Não que eu tenha adotado o estilo de vida Pollyanna, apenas não vejo necessidade de viver uma existência schopenhaueriana.
Em resumo: A vida não precisa ser vista de modo duramente dualista: Ou tá bom, ou tá ruim. A vida também não é uma massa amórfica. Vejo a vida como uma grande montanha russa, cheia de altos e baixos; subidas e descidas que garantem as mais fortes emoções. Ao final, a sensação que valeu a pena cada trecho do percurso e um desejo de quero mais.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eu: Um ser atemporal inserido no tempo

O que fui, de alguma maneira, ainda permanece em mim, nem que seja na gaveta chamada de lembranças. Acredito que eu não seria o que sou sem essa base. O que sou não está solto no ar, sua base está no meu passado, que não pode ser negado, nem totalmente esquecido, sem que eu sofra a pena da perda dos referencias que me trouxeram até aqui. 
Definitivamente não creio que o que fui será determinante para o que serei, pois vivo a transição utilizando-me do poder de escolha. É certo que estas escolhas são auxiliadas por todas as experiências que já vivi, mas é justamente isso que pode garantir o novo, pois em busca de uma nova experiência tento não repetir o caminho passado. 
No entanto, há um elemento - chamado pela Psicanálise de Inconsciente - que pode atrapalhar esse processo. Esse "roteiro" mental cria certos disfarces que podem nos jogar de volta à "roda viva" das mesmas escolhas, sem que nos apercebamos de tais fatos. Vivendo novos "cenários", pensamos que estamos em um novo "roteiro"; e agindo do mesmo jeito vamos obtendo os mesmos resultados, acreditando que não há um outro modo de fazer as coisas. Assim, caímos nas garras de um pensamento determinista, esquecendo que não somos seres pré-programados, mas seres abertos, produtores de inúmeros futuros, e que todos eles estão em nossa mente. 
Sou um pouco do que fui e serei um pouco do sou hoje, e, por mais louco que pareça ser, sou um pouco, hoje, do que desejo ser amanhã, pois a mente tem esse poder de síntese do Ser, que nos remete de modo atemporal para todas as nossas possibilidades. Eu só não posso ser algo ou alguém fora das minhas possibilidades de Ser. Não posso ser no passado e nem no futuro aquilo que não me reconheço como possibilidade no presente. Mas, para que isso não cai nas malhas limitantes da minha própria mente, que é capaz de produzir a autossabotagem, eu preciso identificar claramente quem fui, quem sou e quais as possibilidades reais do que eu possa ser.

Se você gostou dessa "viagem" e sente que precisa trabalhar algumas dessas questões, talvez um processo de COACHING seja a tua praia onde você possa deixar surfar o teu EU. 
Primeira sessão gratuita. É só ligar e marcar uma hora. (81) 8775-0118. Para pessoas fora de Recife, também atendemos via Skype


Transforme sua cidade e sua família, a começar pela sua vida.


Escrevendo com tinta, e não com grafite, ao tentar apagar um erro borramos a folha ou rasgamos o papel. Talvez até consigamos deletar a informação usando algum produto corretivo, mas a marca de alguma coisa que não deveria estar ali, ficará.  
Assim é na vida, escrevemos nossa existência com tintas chamadas de atitudes e palavras, elas marcam a alma de todos aqueles com quem nos relacionamos. 
Por isso, todo cuidado no uso das palavras e nas atitudes deve ser tomado, principalmente quando tratamos com as crianças, sejam nossos filhos ou não, pois elas, mais do que qualquer um, registram com facilidade aquilo que as ensinamos, não só por palavras, mas muito mais pelas nossas atitudes. 
Corações marcados com palavras de elogio e afeto, naturalmente reproduzirão o que receberam. O inverso é verdadeiro.
Cuidemos para que as marcas que estamos produzindo, através das nossas palavras e atitudes, no coração e na alma daqueles nos rodeiam,  possam ser do tipo que formem reprodutores de afeto, e assim estaremos transformando nossa atual situação de violência em uma realidade de fraternidade sincera. 
"O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração". Lucas 6:45

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Se mudar, que seja para melhor!


No inicio da década de 70, os jovens enfrentavam a polícia que queria reprimir as manifestações contra a ditadura. Cantava-se frases metafóricas para fugir da censura como: "Cálice, pai afasta de mim esse, cálice!" "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia", "Caminhando e cantando e seguindo a canção..." entre outras censuradas.
Toda essa história, movida por suor e sangue, tinha como objetivo contruir um País mais justo, um governo democrático e garantir o direito de livre expressão.
Conseguimos muita coisa. Mas o triste é perceber que temos usado nossa liberdade de expressão para cantar "Eu quero Tchu...,", "Vai lacraia..", "Ah! Se eu te pego...", entre outras "preciosidades" poéticas.
Se isso é cultura, quem nos apresentou essa forma de pensar? Afinal, cultura é um jeito de o povo ser. Esse jeito é forjado ao longo do tempo e tem um componente educativo entranhado nele. Sendo assim, volto a perguntar: Quem nos ensinou a ser assim?
Em meio a tantos desmandos, denúncias de corrupção, injustiças de toda ordem, nossa sociedade continua dando Ibope às novelas, aos reality shows, aos shows açucarados de artistas que só falam de amor mal resolvido ou pura insinuação à prática do sexo. A polícia só tem problemas com jovens por causa da bebida e das drogas.
O que aconteceu com aquela geração de mentes politizadas e conscientes? Onde estão os seus filhos que não deram continuidade ao sonho?
A Bíblia diz que devemos ensinar a criança no caminho que deve andar. Foi esse o caminho que a geração passada ensinou para essa geração?
O que estamos fazendo com a geração de hoje? Vamos deixar "rolar" solto? Vamos desistir deles e deixar que procurem o próprio caminho?
Talvez seja hora de dizer BASTA! Como aconteceu com a geração de 70, talvez tenha chegado a hora de começar a nadar contra a maré.
Se pareço retrogrado na minha fala, repressor ou qualquer um desses posicionamentos que hoje são considerandos politicamente incorretos, quero dizer que não tenho receio disso, afinal estou exercendo meu direito de expressão. Sendo assim, expresso minha indignação com o modelo de sociedade que forjamos nesses últimos 30 anos. Quero mais escolas e menos presídios; mais moradias dignas e menos favelas; mais lugares de convivência pacífica, ambientes acolhedores e que dê suporte e capacitação para convivência familiar e menos bares e botecos; mais parques de diversão e menos orfanatos; mais famílias estruturadas e menos asilos insalubres; mais amigos de verdade e menos pessoas que simplesmente add você numa rede social.
Se tivermos que mudar a cada geração, que seja para melhor.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Compositor da Vida

Não há melhor dia para se viver do que o dia de hoje.
O ontem tornou-se uma prisão que o tempo nos ajuda a fugir.
O amanhã ainda é uma incerteza que só acrescenta ansiedade ao medo do desconhecido.
O hoje é um palco iluminado sem bastidores. Nele a vida se desenrola e o espetáculo da existência vai se compondo sem ensaios, mas o script está em nossas mãos para escrevê-lo. Esta escrita é feita hoje, agora.
Te convido a compor esta peça cujo protagonista principal é você. 
E Deus? Ele, por certo, aplaudirá cada cena bem feita, dizendo:
"Foi para isso que te criei e dei o livre arbítrio."