terça-feira, 29 de novembro de 2011

Outro modo de olhar

Preso no trânsito. Mil e uma coisa para resolver e eu ali, sem poder me mexer.
De repente olho para o lado e vejo uma casa funerária.
Penso: Nem o que tenho aqui comigo dentro desse carro cabe naquele último veículo que irei utilizar!
Imediatamente aumentei o som e curti a canção que dizia:
"Eu sei que lá no fundo
Há tanta beleza no mundo
Eu só queria enxergar
As tardes de domingo
O dia me sorrindo
Eu só queria enxergar
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você(2x)"
Lembrei do Texto de Habacuque 3. Lá ele diz isso:
"Ainda que tudo dê errado, eu me alegrarei (saltitarei) no Senhor"

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Comunhão X Divergências: São incompatíveis mesmo?


“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração” Atos 2:46
Na sua obra ESTÉTICA (Os Pensadores), Hegel, tratando sobre a obra de arte, aponta o perigo da aplicação do anacronismo na intenção de atender a expectativa do público em ver algo relacionado ao seu tempo.  Ele afirma que esta atitude pode levar a situações absurdas e totalmente alheias ao conjunto da obra. Deste modo, ele afirma que o bom artista é aquele que conhece a verdade que a obra original traz e consegue apresentá-la integralmente, porém numa linguagem contemporizada, sem agredir o passado, nem o presente.
Creio que assim acontece com as verdades bíblicas. Embora haja à nossa disposição uma vasta lista de traduções que nos ajuda a entender o que foi originalmente escritos em hebraico, grego e aramaico, ainda há uma longa distância de cultura, filosofia e tempo entre nós e os escritores bíblicos. Tornar todo este cenário familiar para nós é obra do Espírito Santo de Deus que o faz de forma competente utilizando seres falhos como você e eu. O perigo mora, não na atuação desse Espírito, e sim no quanto nos deixamos ser usados por Ele. Sendo assim, por vezes fazemos afirmações e cremos em certas coisas com base em um anacronismo sem critérios e no que queremos ver ou entendemos por pura especulação, sem um estudo mais aprofundado das verdades originais. 
Comunhão, na chamada Igreja Primitiva, é uma dessas verdades que, algumas vezes, é tocada pelo anacronismo do qual falou Hegel. Não que eu não acredite que não havia comunhão entre aqueles irmãos, afinal o texto base deixa claro essa verdade, o que é preciso levar em conta é que eles ainda que vivendo essa partilha de pão, continuavam sendo indivíduos que, vez ou outra, divergiam. A comunhão não era sinônimo de massificação do pensar.
Vejamos isso na palavra: a) No capítulo 6 há divergência quanto ao tratamento entre eles;  b) Nos capítulos 11 e 15 há divergência sobre que tipo de comportamento os gentios, novos convertidos, deveriam ter;  c) No capítulo 15 verso 37 a 39,   há divergência sobre quem deveria ou não continuar na equipe de evangelização.
Todas essas divergências não ofuscavam a comunhão da Igreja, porque eles a entediam como processo. Neste sentido, só era alvo da “eliminação” aqueles que fugiam do alvo maior, como aconteceu com Ananias, sua esposa Safira (Atos 5) e  Simão, o encantador (Atos 8), e não o simples divergente de ideias.  
Portanto, entendo que  comunhão e divergência são duas faces  da mesma moeda que visam o crescimento do Reino de Deus; quando essa “divergência” é produto de pontos de vista baseados nos dons que são distribuídos pelo próprio Espírito Santo que supre a Igreja de capacitações para que ela realize sua tarefa.    
Remontar o cenário de comunhão vivido pela Igreja em Jerusalém não é uma tarefa muito difícil se nos deixarmos moldar pelo Espírito Santo de Deus. Isto significa aceitar a diferença para que o outro seja aquilo que Deus o capacitou para ser, tornando a Igreja una na sua multifacetada forma de ser. Cenário idealizado pelo próprio Deus conforme encontramos em Efésios 4: 1 a 13
No amor do Cristo que deu a você dons diferentes dos meus para ajudar no meu crescimento,
Pr Paulo Carlos

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Vaga-lume e a Serpente


Conta  a lenda que uma  vez uma serpente começou  a perseguir um vaga-lume. 
 
Este fugia rápido da  feroz predadora, e a  serpente não desistia. 

 
Primeiro  dia , ela o seguia.
 
Segundo dia ,ela  o seguia...
 
No terceiro  dia, já sem forças,  o vaga-lume parou e  falou à serpente :
 
-Posso te fazer três perguntas?


 
-  Não estou acostumada  a dar este precedente  a ninguém porém como  vou te devorar, podes   perguntar .Contestou  a serpente !! 

 
-   Pertenço a tua  cadeia alimentícia ?  Perguntou o Vaga-lume.
  • Não, respondeu a serpente.
 
  • -   Eu te fiz algum  mal ? Diz o vaga-lume.
-  Não. Tornou a responder  a serpente. 
 
  • Então  por que queres acabar  comigo ???
-  Porque não suporto  ver-te brilhar.

 
Conclusões 
Muitas  vezes nos envolvemos  em situações nas quais  nos perguntamos: 
Por  que isso me acontece  se não fiz nada  de mal , nem causei  dano a ninguém? 
Certamente  a resposta seria :  Porque não suportam  ver-te  brilhar... ! 
 
Quando  isso acontecer, não  deixe diminuir seu brilho.
 
Continue  sendo você mesmo,!  Segue fazendo o melhor! 
 
Não permita que te  lastimem, nem que te  retardem. 
 
Segue brilhando  e não poderão tocar-te...  Porque tua luz continuará  intacta.
 
Tua  essência permanecerá, aconteça  o que acontecer... 
 
 
Seja  sempre autêntico, embora tua luz incomode  os predadores.!!