terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Delegação

‎‎"Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.
E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas.
Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.
Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra". 
Atos 6:1-4

Há muita coisa para refletir neste texto em relação ao ser igreja, mas aqui destaco duas coisas:
a) Os discípulos, embora treinados e enviados pelo próprio Jesus. reconheceram que não tinham condições de realizar a tarefa.
b) Apesar de serem os discípulos diretos de Cristo, eles delegaram à Igreja a tarefa de elegerem os responsáveis pelo trabalho que deveria ser realizado.
Foco na tarefa que lhe cabe e confiança no Deus que capacita os outros é a base de uma liderança sadia e democrática.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

SER PASTOR

Novamente Jesus disse: "Simão, filho de João, você realmente me ama? " Ele respondeu: "Sim, Senhor tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Pastoreie as minhas ovelhas". (Jo 21:16)
Ser Pastor não é um título, embora alguns usem documentos e assinaturas para se afirmarem um.
Ser Pastor não é um emprego ou cargo embora alguns cobrem do pastor como se patrões fossem, e alguns dos pastores trabalhem como se fossem gerentes comerciais.

Ser Pastor é uma função que deve ser exercida, como declarou o apóstolo Paulo sobre a propagação do evangelho, esteja preparado a tempo e fora de tempo (II Tim 4:2). É uma função exercida por uma vontade divina, mas com um desejo gerado de dentro para fora daquele que é chamado. É uma função que recebe feedback desse chamado na comunidade onde ele serve; essa resposta é tão espontânea que os documentos e as assinaturas ”perdem” o seu valor.

Ser Pastor está para além das instituições. É uma função que rompe os limites das bandeiras denominacionais, porque pastorear é o atendimento de uma pessoa que busca orientação em relação as suas necessidades espirituais, sendo essa busca motivada por vontade e iniciativa da ovelha por reconhecer, naquele que ela chama de Pastor, alguém digno da sua confiança.

Ser Pastor é uma função às vezes reconhecida, às vezes não; às vezes compreendida, às vezes não; às vezes institucionalizada, documentada, assinada, burocraticamente estabelecida, mas, na maioria das vezes, exercida em um ambiente informal, amistoso e envolto na graça de Cristo, porque Ser Pastor é uma função; é um jeito de viver, ouvir e fazer as coisas.

Portanto, reconhecida, compreendida, institucionalizada ou não, a função de pastor será sempre exercida por alguém que foi procurado por outra para com ele compartilhar uma dor ou uma alegria, e este alguém que foi procurado, independente das barreiras aparentes, receberá este aflito, orará por ele, e sendo usado por Deus o animará, consolará, desafiará e orientará aquela que, naquele momento, tornou-se sua ovelha.

É um grande privilégio para um ser humano falho, ser chamado por Deus para exercer esta função. Que alegria invade este ser quando sente a comunidade reconhecendo este chamado.

Não mereço, mas sou muito feliz em ser usado pelo Senhor nesta missão.
Pr Paulo Carlos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pérolas

Faça o seu melhor

O caminho mais curto para a decepção é esperar receber elogios. Mesmo que se esforce para fazer o melhor, o faça com a intenção correta, pois se assim o fizer, até o anonimato te fará feliz. 
Faça o que fizer, o faça por amor ao que faz e não para ser visto. 
Não desista! Continue fazendo seu melhor, mas não para receber elogios ou ser reconhecido. 
Faça o seu melhor por você. Faço o seu melhor para Deus. Faça o seu melhor para que você não se decepcione consigo mesmo, fazendo menos do que sabe que pode fazer. "...Sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor" I Coríntios 15:58 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Oração: Incinerador de máscaras

"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações.
Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno. 
Salmos" 139:23-24
(Obs: Mensagem compartilhada na IBCor em 11/12/12)
*Estamos às portas de mais um ano novo. Momento que, via de regra, utilizamos para fazer reformas em nossas casas e planos para as nossas vidas. Assumimos compromissos, fazemos promessas e avaliamos o que foi feito. Contabilizamos as conquistas e as decepções.
Isso deveria alcançar nossa vida espiritual. *Os convido a fazer uma avaliação, contabilizar as vitórias e decepções nesta área e, se necessário, comprometer-se com uma reforma interior. Afinal, estamos hoje, mais uma vez, diante da mesa do Senhor e ela também requer uma autoavaliação.
Esta postura de avaliação e tomada de decisão nós encontramos no salmista quando escreve o salmo 139.
Ele reconhece a onipresença, onipotência e onisciência de Deus. E com base neste conhecimento de Deus ele ora (v. 23,24).
Na sua oração ele se dispõe a uma avaliação, a um exame profundo, por parte daquele que julga, não segundo as aparências, mas com justiça, com base na verdade.
*A oração é a chave que abre a porta para esta sala de avaliação onde Deus está. Entramos na dimensão divina quando oramos.
Se feita com sinceridade a oração tem o poder de nos desnudar por completo, e nos posicionar olho no olho com o nosso criador, tal qual ficou Adão.
A oração do salmista cria este cenário de prestação de contas, e a primeira pergunta desta avaliação é:
Que tipo de relacionamento eu tenho desenvolvido? Com Deus e com os outros? Tenho sido sincero, verdadeiro?
“Sonda-me ó Deus!”: *A sonda é um aparelho desenvolvido para exames e investigações profundas. Ela ultrapassa os limites do visível. Ela enxerga para além das aparências. Ela alcança o âmago, o mais intimo do objeto investigado.
*Tanto a psicologia, quanto a psicanálise trabalham com o conceito de que somos construtores de máscaras sociais.
Consciente ou inconscientemente, estas máscaras são utilizadas, às vezes para defesa, e às vezes para o ataque, mas sempre visando a inserção na comunidade. Sempre com o objetivo de ser aceito.
Utilizamos as máscaras por medo de não sermos aceitos como de fato somos.  *Desde modo, como um camaleão, vamos mudando de cor, nos acomodando com a situação, procurando uma aproximação amistosa. Escondendo quem realmente se é.
Sendo assim, ao longo da vida nos tornamos excelentes construtores de máscaras sociais.
1)*Inicialmente construímos máscaras para os que estão longe. Disfarçamo-nos para que não sejamos reconhecidos pelos que estão longe. Criamos a imagem que desejamos que o outro tenha de nós.
Pessoas que criam imagens assim geralmente tem sucesso porque tendemos a fazer juízo de tudo o que vemos. Isso é natural!
De longe conceituamos pessoas por aquilo que vemos, sem conhecer a pessoa de perto. (Ex: Comercial vinculado recentemente pela TV)
2) Vencida a primeira etapa. *Começamos a nos profissionalizar em construir máscaras para os que estão perto: Amigos, familiares, colegas de trabalho, da universidade, da rua, da Igreja.
Afinal precisamos fugir, ou disfarçar a incoerência. Todos os que estão de longe me acham bonzinho, é preciso que os que estão perto confirmem isso.
O problema é que nem todos conseguem êxito nesta tarefa, e qual é a saída?
Uma das formas é tentar convencer aos que estão perto que eles é que têm problemas, eles são os problemáticos, afinal os outros que estão longe me acham bom.
Portanto, jogo nas costas do outro a responsabilidade de se enquadrar no cenário que eu criei.
Sendo eu perfeito, porque os de longe assim entendem, quem tem que se consertar é o outro que está perto.
O salmista, que era rei, conhecia as suas limitações. Sabendo disso ele humildemente ora: SONDA-ME Ó DEUS! “Vê se há em mim, algum caminho mau”
Vai lá ao âmago da questão, no mais profundo do meu ser. Rompa com as aparências. Ponha às claras o que está escondido, revela-me se há algum caminho mau, em mim.
Revela-me se tenho tomando o caminho de enganar o outro, de fazer o outro pensar que comigo não há nada de errado, que o errado é ele, e não eu. Fazendo do outro escravo de culpas que ele não tem.
3) *Após modelar máscaras para uso externo, para que os de longe e os de perto nos aceitem, nos amem, nos acolham, nos recebam, nos admirem. Começamos a modelar máscaras internas. Elas são extremamente necessárias para que haja equilíbrio emocional quando houver um confronto com a ética. Precisamos estar convencidos que somos a imagem que projetamos para que não haja crise interna.
Sendo assim, o processo de autossugestão é intenso, visando inculcar em nossa consciência que realmente somos a última Coca-Cola do deserto. 
*Muitos conseguem isso. Acreditam piamente que já alcançaram a perfeição da condição humana.
Jesus conviveu e foi confrontado com alguns que assim se viam.
Críticos de plantão que enquanto Jesus curava cegos, aleijados e leprosos; dava liberdade e vida para quem estava condenado à prisão e morte; enquanto Jesus perdoava pecados e concedia, por graça, a salvação...
Eles pensavam mais ou menos assim: Quem ele pensa que é? Com que autoridade ele faz isso?
Os que usam este tipo de máscara interna acordam pela manhã e diante do espelho diz:
“Deus tem muita sorte de me ter por aqui no mundo. Se não fosse eu o que seria disso aqui?”
O salmista, por nome Davi, como rei, tinha o poder de decidir pela vida ou pela morte de um dos seus súditos. Decidiu pela morte de um deles para que o seu próprio nome não fosse jogado à lama.
Ele planejou a morte de Urias para que o seu adultério não fosse descoberto.
Davi sabia muito bem da existência das máscaras, inclusive, das internas,  pois foi usando a máscara interna, que o fazia enxergar seu poder, sua posição, seu status social, que ele agiu de modo torpe, enganador, desleal.
Consciente disso e sabendo que Deus era onisciente – conhecia seu interior- que Deus era onipresente - esteve em cada situação - sabendo, sobretudo que Deus é onipotente e que por isso poderia tanto destrui-lo quanto perdoa-lo, é o que salmista ora, apelando para a justiça divina... SONDA-ME Ó DEUS E CONHECE O MEU CAMINHO... VÊ SE HÁ CAMINHO MAU...
 Mas também apela para seu amor gracioso, perdoador, misericordioso e diz... “guia-me pelo caminho eterno.”
Caminho é a trilha que escolhemos percorrer. A forma que decidimos andar.
O salmista pede a Deus que não deixe nada sem ser iluminado pela sua graça. Talvez ele mesmo nunca tenha pensando que um dia poderia ter feito o que fez. Deste modo ele pede a Deus, que sabe todas as coisas, que não permita que ele enverede novamente por um caminho torto. Que ele não venha a enganar os outros, mas que também que não caia no autoengano.
É atribuído ao ex-presidente norte americano A. Lincoln a seguinte frase:
“Alguém pode enganar poucos por muito tempo, muitos por pouco tempo, mas não todos por todo o tempo.."


Temendo este desengano, o desmascaramento que poderia levá-lo à ruina, o salmista ora:
Guia-me pelo caminho eterno.
Caminho da verdade, da sinceridade, caminho sem máscaras, caminho da salvação.
Salvação não só depois da morte, mas aqui e agora.
Estamos diante da mesa do Senhor. Celebrando sua morte em nosso lugar. Ele pagou a nossa divida de pecado.
Que caminho, que rota utilizamos até chegar aqui hoje?
Que máscaras precisamos depositar nesta mesa para poder olhar no olho do nosso mestre, do nosso salvador, do nosso Senhor?
É hora de incinerar as máscaras. Queimar as fantasias colocar-se diante de Deus de forma íntegra, sincera, despojado de si, sem maquiagem gospel.
É hora de passar a sonda nos lugares mais profundos e sombrios da nossa alma. Lugares que até tentamos esquecer que existem.
É hora de expor as gavetas do nosso espírito à luz vinda de Jesus de Nazaré para que ela nos livre do mofo do pecado não confessado o qual sufoca o melhor de nós.
Os convido a orar como Davi orou e pedir a condução, a orientação o guiar de Deus de volta à sua casa, em direção à sua mesa.
Essa condução chama-se Graça.
Graça que perdoa, graça que restaura, graça que reintegra, graça que é favor não merecido, mas que nos alcança por amor.
Graça que nos livra das máscaras. Graça que verdadeiramente nos torna livres para sermos o que somos (Jo 8:32), porque em Cristo conquistamos uma nova identidade. Porque nEle Somos novas criaturas (II Cor 5:17)
Os convido a incinerar suas máscaras com o fogo desta oração encontrada no Salmo 139: 23,24.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Outro modo de olhar

Preso no trânsito. Mil e uma coisa para resolver e eu ali, sem poder me mexer.
De repente olho para o lado e vejo uma casa funerária.
Penso: Nem o que tenho aqui comigo dentro desse carro cabe naquele último veículo que irei utilizar!
Imediatamente aumentei o som e curti a canção que dizia:
"Eu sei que lá no fundo
Há tanta beleza no mundo
Eu só queria enxergar
As tardes de domingo
O dia me sorrindo
Eu só queria enxergar
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você(2x)"
Lembrei do Texto de Habacuque 3. Lá ele diz isso:
"Ainda que tudo dê errado, eu me alegrarei (saltitarei) no Senhor"

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Comunhão X Divergências: São incompatíveis mesmo?


“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração” Atos 2:46
Na sua obra ESTÉTICA (Os Pensadores), Hegel, tratando sobre a obra de arte, aponta o perigo da aplicação do anacronismo na intenção de atender a expectativa do público em ver algo relacionado ao seu tempo.  Ele afirma que esta atitude pode levar a situações absurdas e totalmente alheias ao conjunto da obra. Deste modo, ele afirma que o bom artista é aquele que conhece a verdade que a obra original traz e consegue apresentá-la integralmente, porém numa linguagem contemporizada, sem agredir o passado, nem o presente.
Creio que assim acontece com as verdades bíblicas. Embora haja à nossa disposição uma vasta lista de traduções que nos ajuda a entender o que foi originalmente escritos em hebraico, grego e aramaico, ainda há uma longa distância de cultura, filosofia e tempo entre nós e os escritores bíblicos. Tornar todo este cenário familiar para nós é obra do Espírito Santo de Deus que o faz de forma competente utilizando seres falhos como você e eu. O perigo mora, não na atuação desse Espírito, e sim no quanto nos deixamos ser usados por Ele. Sendo assim, por vezes fazemos afirmações e cremos em certas coisas com base em um anacronismo sem critérios e no que queremos ver ou entendemos por pura especulação, sem um estudo mais aprofundado das verdades originais. 
Comunhão, na chamada Igreja Primitiva, é uma dessas verdades que, algumas vezes, é tocada pelo anacronismo do qual falou Hegel. Não que eu não acredite que não havia comunhão entre aqueles irmãos, afinal o texto base deixa claro essa verdade, o que é preciso levar em conta é que eles ainda que vivendo essa partilha de pão, continuavam sendo indivíduos que, vez ou outra, divergiam. A comunhão não era sinônimo de massificação do pensar.
Vejamos isso na palavra: a) No capítulo 6 há divergência quanto ao tratamento entre eles;  b) Nos capítulos 11 e 15 há divergência sobre que tipo de comportamento os gentios, novos convertidos, deveriam ter;  c) No capítulo 15 verso 37 a 39,   há divergência sobre quem deveria ou não continuar na equipe de evangelização.
Todas essas divergências não ofuscavam a comunhão da Igreja, porque eles a entediam como processo. Neste sentido, só era alvo da “eliminação” aqueles que fugiam do alvo maior, como aconteceu com Ananias, sua esposa Safira (Atos 5) e  Simão, o encantador (Atos 8), e não o simples divergente de ideias.  
Portanto, entendo que  comunhão e divergência são duas faces  da mesma moeda que visam o crescimento do Reino de Deus; quando essa “divergência” é produto de pontos de vista baseados nos dons que são distribuídos pelo próprio Espírito Santo que supre a Igreja de capacitações para que ela realize sua tarefa.    
Remontar o cenário de comunhão vivido pela Igreja em Jerusalém não é uma tarefa muito difícil se nos deixarmos moldar pelo Espírito Santo de Deus. Isto significa aceitar a diferença para que o outro seja aquilo que Deus o capacitou para ser, tornando a Igreja una na sua multifacetada forma de ser. Cenário idealizado pelo próprio Deus conforme encontramos em Efésios 4: 1 a 13
No amor do Cristo que deu a você dons diferentes dos meus para ajudar no meu crescimento,
Pr Paulo Carlos

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Vaga-lume e a Serpente


Conta  a lenda que uma  vez uma serpente começou  a perseguir um vaga-lume. 
 
Este fugia rápido da  feroz predadora, e a  serpente não desistia. 

 
Primeiro  dia , ela o seguia.
 
Segundo dia ,ela  o seguia...
 
No terceiro  dia, já sem forças,  o vaga-lume parou e  falou à serpente :
 
-Posso te fazer três perguntas?


 
-  Não estou acostumada  a dar este precedente  a ninguém porém como  vou te devorar, podes   perguntar .Contestou  a serpente !! 

 
-   Pertenço a tua  cadeia alimentícia ?  Perguntou o Vaga-lume.
  • Não, respondeu a serpente.
 
  • -   Eu te fiz algum  mal ? Diz o vaga-lume.
-  Não. Tornou a responder  a serpente. 
 
  • Então  por que queres acabar  comigo ???
-  Porque não suporto  ver-te brilhar.

 
Conclusões 
Muitas  vezes nos envolvemos  em situações nas quais  nos perguntamos: 
Por  que isso me acontece  se não fiz nada  de mal , nem causei  dano a ninguém? 
Certamente  a resposta seria :  Porque não suportam  ver-te  brilhar... ! 
 
Quando  isso acontecer, não  deixe diminuir seu brilho.
 
Continue  sendo você mesmo,!  Segue fazendo o melhor! 
 
Não permita que te  lastimem, nem que te  retardem. 
 
Segue brilhando  e não poderão tocar-te...  Porque tua luz continuará  intacta.
 
Tua  essência permanecerá, aconteça  o que acontecer... 
 
 
Seja  sempre autêntico, embora tua luz incomode  os predadores.!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vida simples, mas conectada com o entorno

"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas." Mateus 10:16
A oração da serenidade expressa o seguinte: 
Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para que eu saiba a diferença”.
Este pensamento reflete um pouco da orientação de Jesus registrada no texto de Mateus. No primeiro momento parece que há uma certa incompatibilidade, uma vez que a prudência (sagacidade) da serpente, que age na busca pelo alimento ou na defesa da sua vida, contrapõe-se à simplicidade das pombas que se deixa capturar facilmente.
A vida simples tem um pouco das duas atitudes. Ela é proativa na busca dos seus ideais, mas extremamente solidária aos arranjos sociais.
A vida simples das pombas não comporta o prejulgamento, por isso ela se deixa apanhar, pois qualquer um que se aproxima é bem vindo.
Na sua prudência (sagacidade), a serpete se previne, e no momento que acha mais apropriado, quando não pode fugir, ela ataca, inoculado seu veneno na vítima, que, talvez, nem tenha se apresentando como seu oponente.
Jesus orientou seus discípulos, que logo teriam que viver sem a presença do mestre, a tomarem a atitude desses dois animais ao se depararem com a vida. Lógico que não há uma orientação do uso do pior da serpente, mas sim do seu melhor, que é a atenção do que ocorre ao seu redor; não para atacar, mas para se defender, e, quando possível, fugir. 
Devemos usar o melhor das pombas: sua simplicidade.
É a simplicidade das pombas e a prudência (sagacidade) das serpentes, no uso do seu melhor, que promovem a serenidade para viver em qualquer situação, capacitando-nos a mapear o que ocorre à nossa volta.
É a simplicidade que permite a aproximação. Que permite que outros se aproximem para que possam conhecer da graça redentora do Cristo que se entregou à morte movido por um amor incondicional.
A simplicidade, aliada à sagacidade (agudeza de espírito, perspicácia), conecta-nos com a realidade e concede-nos a resiliência e/ou a coragem frente aos desafios da vida.
No amor do Cristo que nos convida à uma vida simples,
Pr Paulo Carlos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mudanças

Cada dia mudamos um pouquinho. As leituras, os encontros e desencontros, os sorrisos e as lágrimas, as chegadas e as partidas, vão nos moldando e nos dando outras cores, outras tonalidades das mesmas cores. Tudo isso acontece de forma consciente e, às vezes (quase sempre), inconsciente; às vezes por inciativa própria, às vezes por força do destino. E desta forma vamos nos tornando uma outra pessoa, apesar de parecermos e imaginarmos que somos o mesmo. 
Hoje acordei com saudades de MIM. De um EU que, às vezes, me faz falta. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pessoas do tipo 1

Tem um tipo de pessoa que mesmo depois de 30 anos de convivência você ainda pergunta: Por que não a conheci antes?
Tem outro tipo que depois 30 minutos que você a conheceu, ela te provoca um questionamento interno: Por que eu fui passar por aqui hoje?
Definitivamente, independente do tempo, há pessoas que te estimulam a viver e outras das quais você se arrepende em ter cruzado o seu caminho.
Gostaria de concluir minha existência fazendo parte do primeiro grupo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cumpra sua missão

Nem a crítica, nem o elogio são determinantes do fato que estejas no caminho certo. Eles são apenas um dos indicativos que você está cumprindo uma missão. Eles atestam que você não está parado. Você está inspirando ou incomodando alguém. Reavaliar sua trajetória, tendo como base esses elementos, ajuda a manter ou mudar a rota, mas não pela pressão deles, e sim pela fidelidade ao que você está proposto a alcançar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Aonde Vamos Adorar?

Disse a mulher: "Senhor, vejo que é profeta.
Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar". Jesus declarou: "Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. (João 4:19-23)

É muito comum hoje em dia, dado o grande número de Igrejas (graças a Deus) em nossas cidades, ouvirmos esta pergunta: 
Para qual Igreja você vai hoje?
A resposta desta questão envolve elementos que vão para além do simples e necessário ato de cultuar ao Deus que se diz servir.

Escolhemos o lugar pelo conforto, pela localidade, pela facilidade de chegada e saída, pela comodidade de estacionamento ou o bom serviço de transporte público. Para as famílias, com meninos pequenos, a existência de um berçário atrai o casal. Para qualquer faixa etária, a presença de amigos significativos motiva bastante a realização do esforço de deslocamento. A boa música, a organização da liturgia, e um ensino bíblico consistente são fatores sine qua non. 

Contudo, todo este cenário, por mais favorável que seja, não garante um altar saudável, cuja finalidade é a adoração a Deus. Não é a eloquência, nem a fala correta em todos os sentidos, nem a organização, muito menos as comodidades e facilidades de acesso ou permanência, que assegura a qualidade do culto prestado. 

Culto não é um espetáculo no qual a competência dos organizadores e artistas garante a satisfação da platéia. 

Culto é o encontro do adorador com o ser adorado. Culto, embora aconteça também em ambiente coletivo, é um acontecimento particular, subjetivo, que se fenomeniza-se de modo tão variado, quanto variada é a criação divina. 

O lugar é o que menos importa para quem vai se encontrar com o criador da vida.
Se tiver curiosidade de ler o restante da história verás que, ao final da conversa, aquela mulher corre de volta para a cidade afim de compartilhar o ocorrido. Ela não compartilha nada sobre lugar. Não fala do poço; nem da confortante noticia de que ninguém mais precisará ir para Jerusalém, caso queira ter a certeza que estão obedecendo a Deus. Tudo o que aquela mulher compartilha com os habitantes da cidade é do seu encontro com uma pessoa. A pessoa do Cristo.

Para qual Igreja você vai este fim de semana? Em que lugar você vai montar seu altar de adoração? Pouco importa. Se onde você estiver acontecer o encontro transformador com o Senhor da vida. Se depois desta experiência você encontrar o sentido da tua existência, e sentir o desejo de compartilhar esta boa nova com todos aqueles que você conhece. Se ali você conseguir abrir o coração para falar toda a tua verdade e receber a resposta de consolo, perdão e desafio para uma vida melhor, ali aconteceu o verdadeiro culto. 
Ali esteve, com certeza, pelo menos um adorador: VOCÊ.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Não adianta ter medo.

Um dia tive medo de ter medo, quando o medo fosse o único empecilho para ser feliz. Este medo de ter medo está passando, e sei que logo só restará a certeza que nenhum medo impedirá o curso do tempo, e que tudo o que podemos fazer é encarar o tempo de frente, com ou sem medo, porque, no final, Deus revelará todas as coisas, inclusive os seus propósitos para cada um dos seus filhos.

sábado, 24 de setembro de 2011

Pensar é bom

Apaixone-se pela Vida.

Quando estamos verdadeiramente apaixonados nosso objetivo maior é doar, ao ser foco da nossa paixão, o máximo do que temos e somos. Quanto mais doamos, mais nos sentimos felizes. Doamos sem ficar na expectativa do retorno, porque a paixão é algo que alimenta-se de uma "chama" interna. Pouco importa que se fale do nosso foco, para nós, ele é digno do nosso sentimento. Logo, o apaixonado vive com um sorriso esboçado no rosto, não pelo que ele recebe, mas pelo quanto ele tem, e quer doar. Apaixone-se por sua vida e você verá tudo mudar, mesmo que nada mude.

Escolha viver bem

Na vida há duas opções: Sorrir ou chorar. Há dias de risos e dias de choro. Hoje estamos chorando, amanhã sorrindo. Eu decidi que em dias de choro ou vou tomar emprestado um pouco dos sentimentos de amanhã. Já deu para perceber que resultado eu quero alcançar, não é? Os convido a experimentar. Não estou negando que não vou ficar triste quando a decepção bater à porta, só estou decidindo recebê-la de um modo diferente. (Paulo Carlos)


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Oração e Música

Quando as palavras são insuficientes, uma canção cumpre o seu papel de comunicar o que está para além da objetividade dos termos. Isto transforma as palavras em oração e a melodia numa estrada que leva a súplica até Deus que também a utiliza para mandar a resposta.

Pensamentos

Faz algum tempo que não atualizo este espaço.
Compartilho pequenos pensamentos no facebook.
Segue os últimos que assim o fiz.

"No jogo da vida não importa muito, para aquele que se foi, quanto se ganhou ou perdeu na bolsa de valores, se, no adeus final, ele não tiver pelo menos um que chore, de forma sincera, a verdadeira perda que ali acontece, a partida de um amigo."

"Às vezes é preciso dizer: Adeus! Mesmo que não se vá para outro lugar."

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pensativo...

O dia dos pais deste ano, para mim, foi muito esquisito. As homenagens que recebi, por ser pai, evidenciou ainda mais a ausência do meu pai. 
Em um misto de alegria e tristeza, este ano fiquei ainda mais pensativo quanto ao tempo e ao sentido da vida. 
Cada dia que passa percebo que minha lista de prioridades vai se modificando e aquilo que era prioridade, aos poucos, torna-se dispensável. Percebo que já não vale a pena "brigar" por coisas passageiras, nem ocupar a mente com nomes que logo já não serão nem mencionados. 
Ainda estou pensativo sobre estas coisas que chamamos de vida; por isso, este texto termina assim... (amo as reticências, elas nos deixam livres para pensar e viver).

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Amanhã será outro dia.

Às vezes nos comportamos e nos preocupamos como se fôssemos viver muitos e muito anos, quando, talvez, só tenhamos o dia de hoje para viver.  
Acredito que, por isso, Jesus nos orientou a não estarmos ansiosos com o dia de amanhã, bastando vivermos o mal de cada dia (Mt 6:34), mas também desfrutando do bem, que Ele mesmo nos concede, a cada manhã.
Como é libertador descobrir que Deus está no controle de tudo.
Mesmo quando as coisas não vão bem, quando há uma sensação de solidão e o futuro está encoberto por uma curva de 90 graus, ter a certeza que tudo evolui para o cumprimento das promessas do Pai, e sentir-se incluindo nelas, faz o coração bater aliviado e produz a renovação do vigor de cada passo que teremos que dar, mesmo que seja pelo deserto em direção da caverna onde reencontraremos o nosso Deus que dará uma nova missão, tal qual aconteceu com o profeta Elias (I Reis 19). 

"Por isso, não tema Jacó, meu servo! Não fique assustado, ó Israel!", declara o Senhor. "Eu o salvarei de um lugar distante, e os seus descendentes, da terra do seu exílio. Jacó voltará e ficará em paz e em segurança; ninguém o inquietará."Jeremias" 30:10

Uma provocação para incentivá-lo à leitura.

No primeiro capitulo do livro “A República”, atribuído a Platão, encontramos uma disputa entre Sócrates e Trasímaco sobre o tema: O que é a justiça? Contra o argumento do seu interlocutor, Sócrates reutiliza a figura do pastor, usada por Trasímaco, para afirmar que o uso do poder visa tão somente o bem-estar dos subordinados e nenhuma outra vantagem há em governar, ou seja, o bom governante não exerce sua função por amor à honrarias ou qualquer outra espécie de vantagem pessoal. Completa seu pensamento sobre recompensa pelo exercicio do poder, catalogando o castigo como uma modalidade de salário. Este, porém, destina-se àqueles que, sendo capazes e chamados para governarem, se omitem ou se negam em fazê-lo. O castigo para estes, segundo Sócrates, é serem governados por alguém pior, ou seja, menos capazes do que eles.
Trasímaco quando utiliza a figura do pastor para afirmar que a justiça é a busca pela conveniência e o bem-estar do mais forte, argumenta que, no exercicio do pastoreio, o artífice busca engordar o rebanho para agradar seus patrões ou ter algum lucro sobre as crias. Sócrates o corrige fazendo distinção entre o verdadeiro pastor e o mercador de ovelhas. O primeiro, no exercício da sua função, nada mais tem em mente do que um rebanho saudável e bem alimentado. O sálario que recebe por cuidar dos animais é a compensação pelo trabalho realizado, já que, na argumentação socrática, o serviço ao outro deve trazer benefício exclusivamente ao outro, mas, por outro lado, o homem não se torna injusto por receber salário por seus serviços, assim como o médico por curar, ou um piloto por navegar bem um navio.
Trasímaco ainda defende o autoritarismo, o uso da repressão e até o desvio de dinheiro público, desde que por meio discretos, como atos de justiça e virtude, elogiando os Estados e os governantes que, por meio desdes e outros meios escusos, estabelecem-se e conquistam o poder.
Como se vê, a inversão de valores atribuido ao pensar contemporâneo já tem raízes no século V a.C. Além disso, vemos uma ética absolutamente autônoma e individualizada na expressão de Trasìmaco direcionada à Sócrates aqui transcrita: “Que difertença te faz se o que penso ou não desde que não me refutes?”.
Por fim, para provocar o interesse na leitura do livro mencionado, quero registrar que Sócrates afirma que o bom artífice não procura superar o semelhante no exercício da sua função, pelo contrário, o injusto é que tenta fazê-lo, e o motivo está explicado no texto que indico para leitura e reflexão de todos aqueles que, no  exercício da liderança, desejam conhecer a justiça sob o olhar filosófico.
Uma boa leitura.
Pr Paulo Carlos.
Referência Bibliográfica: A República. Platão. Ed Martin Claret. Cap I.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A força da palavra

As palavras devem ser usadas como a espada de um Samurai. Desembainhadas com competência, na hora certa e para resolver, definitivamente, a questão. De outro modo, ela perde sua força e uma palavra sem força, perde seu poder criativo, e uma palavra que não cria novas realidades não serve para nada. É palha jogada ao vento.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pensamentos Meus

Ninguém gosta, ou melhor, ninguém quer ser decepcionado, mas poucas pessoas se importam se 
estão decepcionando alguém.