quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pensamento

Se dermos ouvido a TUDO que falam de nós, não faremos NADA do que Deus tem planejado para o mundo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Resgate de vidas

Resgate de vidas

Por mais de dois meses 33 trabalhadores ficaram soterrados na Mina San José, no Deserto do Atacama, no Chile. O mundo apontou os holofotes para o drama desses valorosos homens e suas famílias. Uma cápsula de resgate chamada Fênix, foi providenciada para essa mega operação. Fênix é o nome de um pássaro da mitologia grega que, quando morria, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da Fênix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes.

O que chama a atenção nesse episódio, além do esforço dos envolvidos, da cooperação internacional e de toda tecnologia posta à serviço da vida, é o entorno dessa história que não se restringe ao salvamento de pessoas comuns. Se esses “atores” não fossem protagonistas dessa história quase milagrosa, nunca seriam percebidos pelo resto do mundo. É triste ter que constatar que diante de tamanha tragédia se criou um jogo político para melhorar a imagem do presidente chileno, eleito no inicio desse ano e que estava com a popularidade em baixa, paralelamente era necessário providenciar uma resposta aos grandes investidores que precisam ter a certeza que seus negócios estão seguros, que não terão a opinião pública contra os seus investimentos.

Embora haja muito o que dizer sobre essas questões, gostaria de chamar a atenção para outros grupos, bem mais numerosos, que também vivem soterrados em minas escuras. Grupos que são diariamente ignorados por todo tipo de poder humano, inclusive por uma boa parte do poder religioso. São numerosos grupos espalhados pelas praças do nosso Brasil e do mundo; soterrados pelas drogas, aprisionados em um sistema social que, muitas vezes, os obrigam a vender o próprio corpo quando nada mais têm o que comercializar nesse universo capitalista. Chamo a atenção para um imenso grupo de crianças que vivem na escuridão do abandono.

Ao nosso redor vivem pessoas carentes, necessitadas de uma cápsula de resgate que as eleve da situação que se encontram, para viver uma vida digna de um ser humano. São pessoas que não estão a 700 metros de profundidade abaixo da terra, pelo contrário, elas vivem no mesmo plano geográfico que nós. Ás vezes, elas passam por nós durante nossa ida ao trabalho, ás vezes, sentam no mesmo banco de praça, passam na frente da nossa casa, limpam os para brisas dos nossos carros... Talvez morem bem próximo da Igreja que freqüentamos e na qual adoramos ao Deus que nos disse: “...ame ao próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39). São pessoas que, por certo, não têm nada com que possam retribuir o bem que façamos por elas; são pessoas que a mídia tem pouco interesse de contar suas histórias, a não ser que seja para ajudar a destruir ou construir a imagem de um político. No sentido da sua participação, contribuição e importância para a vida econômica do Estado, elas estão a muito mais de 700 metros de distância de nós. Mas são pessoas que Deus ama de forma profunda e incondicional. Por elas, assim como por nós, Deus enviou a cápsula de resgate que se chama Jesus. Em direção à essas pessoas foi que Jesus nos mandou para cuidar e transformá-las em seus discípulos (Mateus 28:19).

A Igreja é responsável por levar essa cápsula de resgate independentemente do lugar, da hora, das conseqüências ou do custo. A motivação? Não deve ser os holofotes da mídia, a opinião dos colaboradores financeiros, nem mesmo a imagem da instituição ou dos seus participantes. A motivação deve estar no fato de que um dia nós mesmos fomos resgatados da mina escura que nos encontrávamos, soterrados pelo medo e pela desesperança; confinados e destinados à morte. Mas a cápsula de resgate chegou lá no fundo do poço em que estávamos e nos elevou para o patamar de filhos de Deus.
Ao lembrarmos que esta é a nossa historia, talvez possamos juntar nossas vozes à do apóstolo Paulo e não apenas dizermos, mas vivermos o constrangimento que o amor de Deus produz em nosso coração (IIcor 5:14).
Desde modo, com a motivação correta, ao levar Cristo de forma integral ao ser que sofre, não apenas da privação da salvação, mas também do pão que perece, nos tornaremos instrumentos de Deus para o resgate de outros, e, quem sabe, sermos considerados um pouquinho melhor que um servo inútil (Lucas 17:10).

Pr Paulo Carlos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pensamentos

Se dermos ouvido a TUDO que falam de nós, não faremos NADA do que Deus tem planejado para o mundo. Como M.L King eu também tenho um sonho, mas gostaria de vivê-lo antes de morrer.
Paulo Carlos

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ser Pastor e a Vontade de Deus.

Ser Pastor e a Vontade de Deus.

Quando começa o Ser Pastor? No coração de Deus? E o livre arbítrio, dado por graça divina, não conta? Então deve começar no coração humano. Mas, se assim for, como equacionar isso com a soberania de Deus?
Creio que esse dilema encontra resposta nas duas pontas da questão que são interligadas pelo fator chamado Igreja.
A soberania de Deus não aniquila o livre arbítrio, assim como este último não neutraliza a primeira; o máximo que pode acontecer é a deliberada desobediência aos propósitos divinos, desencadeando, desta forma, as conhecidas conseqüências na vida de um transgressor. Contudo, os propósitos traçados por Deus de modo universal jamais serão frustrados por causa de uma desobediência particular.
Entendo que o Ser Pastor é o atendimento a um chamado divino para participar da composição de uma história universal a qual tem Deus como autor. Neste enredo, a igreja não entra como simples coadjuvante. Na verdade, ela, como noiva do autor da história, tem um papel central. Sem ela, a figura do pastor não faz sentido, pois pastorear é servir a Deus cuidando da igreja. Se não há igreja, que serventia tem o pastor? Um pastor sem igreja é uma voz no deserto; se não há quem o ouça, ou se quem o ouve não acredita, não há pastoreio.
Por outro lado, uma igreja sem pastor é uma comunidade desassistida. É um rebanho sem rumo, e um alvo fácil para predadores. É um time sem técnico, dependente da boa atuação de um ou outro componente, mas sem um sistemático ritmo de treinamento e capacitação.
Desde modo, percebo que o Ser Pastor depende muito mais da existência de uma comunidade que se percebe igreja e, por isso, se deixa guiar, do que do estabelecimento de uma classe que se impõe pelo titulo. Entendo que o Ser Pastor se constrói em uma relação de submissão por confiança, mais do que pela racionalização de uma hierarquia imposta. Só quando dois elementos - vontade de Deus e submissão humana - se fundem, nasce a possibilidade do pastoreio, cuja a atividade favorece o crescimento do Reino, não só no aspecto numérico, mas, principalmente, no aspecto da qualidade dos discípulos de Jesus. Neste cenário, Ser Pastor é atender positivamente ao eco da voz de Deus que ressoa no coração da Igreja chamando-o para servir.
Definitivamente a ideia do pastoreio é divina, a necessidade é humana e coletiva, a disposição para servir é humana, porém particular. Contudo, o ato só se estabelece se houver submissão à ideia, reconhecimento da necessidade e confiança em quem se disponibiliza para o exercício da atividade. Sem esta tríade não há pastoreio. Se não há pastoreio, somos qualquer coisa, menos Igreja, pois Igreja não é aquilo que encontramos nos estatutos, não são as instituições reconhecidas em cartórios. Igreja é o povo de Deus que, sem bandeiras ou rótulos, reúnem-se em torno do nome de Jesus, o Cristo, o supremo Pastor, e que, sendo por Ele guiados, sabem reconhecer os que são verdadeiramente por Deus chamados para o pastoreio terreno.

Pr Paulo Carlos.