sexta-feira, 28 de maio de 2010

É Brasil!

É Brasil!

Ao deparar-me com publicações e noticiários televisivos, não consigo fugir ao questionamento: Em que País vivemos? Em uma nação cujo povo desce os morros adornados e portando estandartes coloridos para fazer brilhar a íris dos turistas estrangeiros, ou onde impera a cor fosca das armas em punho de quem sobe os morros, às vezes, desrespeitando direitos civis? Direitos já antes negados quando da falta de políticas sérias para habitação digna. Meu País é formado por lindas musas que expõem ao público suas exuberantes formas conquistadas através de cirurgias, incessante malhação ou constantes visitas aos maravilhosos SPA´s? (métodos proibidos para a maioria da nação feminina devido aos altos custos), ou será que minha nação, na verdade, é composta de menores que vendem seus corpos por qualquer trocado nas beiras de rodovias, e, por isso, deformam, não só seu corpo, por gravidezes precoces e abortos ilegais, mas também suas almas que passarão esta existência sem vivenciarem plenamente a inocência de uma infante? Meu País tem tanto dinheiro para gastar com iluminação reforçada nas festas, adereços, premiações, contratações diversas, ou realmente falta recursos para saneamento básico, educação, saúde, segurança, habitação, enfim nos conceder CIDADANIA?
É triste constatar que tais discrepantes diferenças constituem o que chamamos de: Nação Brasileira. Parece que somos assim. Alto lá! NÃO SOMOS ASSIM. ESTAMOS assim. Quando utilizamos o verbo SER concedemos um estatuto de essencialidade ao objeto em questão; criamos como que uma “substância”, uma existência em si, logo, não há o que fazer, pois, se uma coisa É, só o DEIXAR-DE-SER resolve a questão. Neste caso só o aniquilamento de toda a nação seria a solução para um novo Brasil, como aconteceu na história da colonização. Porém, quando usamos o verbo ESTAR, ele nos traz, além da ideia de lugar, a noção de tempo, e juntando ambas as idéias podemos afirmar que, neste determinado tempo, estamos nesta situação. Isto produz a esperança de que, uma vez esta situação denunciada e rejeitada pela sociedade, haverá uma possibilidade de mudança, sem o aniquilamento do seu povo.
Nossa sociedade, composta por um binômio - integrados X marginalizados -, forja uma dinâmica que age de forma repulsiva, ou seja, seu movimento tende, cada vez mais, superlotar a ala dos marginalizados alargando a base da pirâmide social, utilizando-se do falso discurso da livre concorrência; sabe-se, porém, que uma concorrência leal só se dá quando todos os competidores têm oportunidades semelhantes, diferente disso o que se terá é dominação.
É preciso enxergar uma outra possibilidade de organização social, onde o raio de alcance das ações integradoras seja móvel, no sentido de alargar suas fronteiras através da divisão racional dos recursos, ao invés da forma ejetora como o é atualmente. Na situação atual temos uma faixa estreita onde só permanecem alguns privilegiados.
O jogo político está em fase de preparação. As cartas estão sendo embaralhadas e distribuídas, mas, desta vez, não devemos cair nos “velhos blefes” dos chavões políticos de sempre, afinal, os problemas que eles prometerão resolver nos próximos 4, 5 ou 8 anos, já os temos há mais de 500.
O País que eu vivo, que você vive, não É, assim como o vemos, ESTAR assim. Portanto, podemos fazê-lo diferente.
Precisamos construir uma sociedade que substitua o binômio: integrados X marginalizados, pelo: integrados X os ainda não integrados. Lugar onde haja, sempre, uma porta de acesso, democratizada e justa, para quem desejar contribuir para o crescimento da nação e, consequentemente, buscar o seu próprio crescimento. Seria sonhar demais ter um País formado só por integrados, pessoas que tenham seus sonhos e desejos respeitados e, assim, possam seguir a carreira que amam e viver do que gostam de fazer? Nosso País não estar assim, mas poderá ficar. Não queremos “ser” iguais a nenhuma outra nação, queremos, apenas, SER respeitados como cidadãos brasileiros, por aqueles que se propõem ser nossos representantes. É hora de dar-mos um basta para um País tipo “cartão postal”, que serve apenas como local de lazer para turistas. É necessário reagirmos à condição de “povo vitrine”, que pousa para quem pagar mais. É uma questão de amor próprio lutar para que, de norte a sul, sejamos todos brasileiros com as mesmas oportunidades e recursos. É essencial para a real soberania nacional acreditarmos e agirmos na direção da construção de uma nação que, por ser verdade cotidiana em todas as esferas da vida, nos motive a cantar: “...entre outras mil és tu Brasil, óh! Pátria amada, dos filhos deste solo és Mãe gentil...”
Pr Paulo Carlos

sábado, 22 de maio de 2010

Criação ou Imitação?

Criação ou Imitação?

O mundo está perplexo ante as últimas notícias advindas da genética. A equipe americana liderada pelo doutor Craig Venter alvoroçou tanto o meio acadêmico quanto os grupos religiosos ao anunciar a construção de uma cadeia genética, criando, segundo as manchetes, uma nova forma de vida em laboratório.

Por certo que é espantoso a capacidade adquirida pelo homem de manipular os elementos da natureza, e assim facilitar a vida humana. Contudo, tais manipulações devem ter critérios que levem em conta não só as questões técnicas, ou seja, as possibilidades que a ciência dispõem, mas que observem, também, os limites éticos.

A explicação do processo nos faz questionar a manchete sensacionalista de que finalmente a ciência conseguiu criar vida em laboratório. Pelo que entendi, foi utilizada uma cadeia existente, e nela inserida um combinado de elementos, também já existentes, manipulados em laboratório. O que me parece é que um combinado de informações fora alterado e a isso se chamou de “vida nova”, tal qual fazemos com as peças de um dominó que, reorganizados, se torna um novo jogo com as mesmas peças.

Não faz muito tempo e um grande alvoroço se fez com o acelerador de partículas; com ele se prometia desvendar o segredo do Big Bang. Tudo isto, enquanto valor cientifico, descoberta de novas possibilidades e avanço do conhecimento humano, é interessante, porém tem se mostrando insuficiente para nos dar, de forma definitiva, uma resposta sobre a origem de tudo.

Por que não se contentar em descobrir como as coisas funcionam e aquietar-se com a resposta milenar do como elas tiveram sua origem? Talvez esta atitude evitaria que renomados doutores e cientistas passassem pelo vexame de chamar de novo algo que foi apenas recombinado, reorganizado, diria até reaproveitado. Na onda da reciclagem, pedaços de cadeias genéticas levam o nome de novo, quando, em última instância, temos uma imitação barata do que aconteceu quando a palavra criadora invadiu o Nada com um estrondoso “FIAT!”.

Outra questão importante é saber que conseqüências teremos com estes seres sintéticos soltos na natureza, sem predadores e/ou defesas naturais.

O futuro, embora se diga promissor, é, na verdade, uma grande incógnita sobre todos os aspectos. A certeza que temos é que a ciência buscará, e deve fazê-lo, a última fronteira de todas as questões da existência humana. O que ela ainda não se deu conta é que esta fronteira sempre se mostrará móvel até que Aristóteles seja revisitado e compreenda-se o Ato Puro como necessário, como doador universal, como criador original de todas as coisas. A este Ato Puro Tomás de Aquino chamou de Deus. Este é original e originador; revelou-se e afirmou: “...Eis que faço novas todas as coisas...” Apoc 21:5. Isto, sim, é Criação, e não manipulação.

Pr Paulo Carlos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ser Família

Ser Família
“Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe“. Marcos 3:35


O que é família?

Não sei se você já deu conta de que as perguntas mais simples são as mais complicadas para responder. Quem tem ou já teve filhos pequenos sabe bem do que estou falando. Para exemplificar isso, pergunto agora: Por que as zebras são listradas? Por que o nariz não tem apenas um orifício ao invés de dois? Por que os nossos dedos têm tamanhos diferentes? Que configuração tem uma família?

Ao longo da história, a humanidade tem se deparado com várias configurações do projeto divino chamado família. Uma coisa é fato: o laço sanguíneo não é o único determinante para um relacionamento familiar. A amizade de Davi e Jônatas é uma prova disso.

Séculos depois, Jesus expõe essa verdade de forma contundente, como vimos no texto base, ensinando assim que a vida familiar tem mais a ver com projeto partilhado do que com registro de nascimento. Por esse motivo é que vemos configurações de famílias, supostamente perfeitas pelo modelo Vitoriano, não lograrem sucesso na vida, enquanto outras composições, com figuras diferentes de pai, mãe e filhos legítimos, conseguem uma vida família funcional. Não é meu intento fazer juízo de valor, mas apenas constatar o que a nossa geração tem vivido.

Sendo assim, ao meu modo de ver, a pergunta sobre o ser família é pertinente, pois a resposta resgatará o que é de essencial para se viver uma experiência familiar sadia, independente da configuração que a vida nos legou. Essa resposta não está pronta para ser comprada no mercado ou Shopping Center, ela virá durante a construção de uma relação que tenha Cristo como centro do projeto. Esse projeto tem ingredientes indispensáveis, entre eles estão: O perdão, a compreensão mútua, o apoio mútuo, a fidelidade, a partilha e, sobretudo, a dependência de Deus na resolução dos conflitos.

O que é família? Cada um terá sua resposta, à medida que consiga dosar bem os ingredientes e puser sempre o Reino de Deus como prioridade.

No amor do Cristo que, por graça, me faz viver em família,
Pr Paulo Carlos

terça-feira, 11 de maio de 2010

Falência do Estado

Friedrich Nietzsche, no apagar das luzes do século XIX, afirmou a morte de Deus como necessidade para o surgimento do homem. Esta morte, na verdade, era a morte dos conceitos regidos pela crença neste Ser. 
O abandono dos dogmas, por certo que contribuiu para o avanço da ciência, uma vez que a ética reinante não tinha as amarras de outrora. Contudo, acredito que jogamos a água suja junto com o bebê.

Acabo de assistir mais uma reportagem que põe à mostra outra falência: A falência do Estado. Sete estudantes agrediram uma colega, dentro da sala de aula, cortando-a com estiletes. Em seguida, a diretora afirma que já havia feito contato com a patrulha escolar, e lhe foi dito que não havia efetivo para atender a demanda.

Embora haja muitos defensores do ECA, arrisco-me a questioná-lo com base na vida real. 
O ECA fala de um adolescente que está em extinção. Nas ruas não encontramos este individuo. Pelo contrário, encontramos seres que, apoiados numa lei que deveria proteger os incapazes, põe os adultos na situação de reféns, tornando nosso País na terra do nunca, repleto de Peter(s) Pan(s) armados, agindo sob o efeito das drogas.

Até quando vamos conviver com um código penal arcaico que não garante a qualquer cidadão, nem mesmo aos que são por ela alcançados, uma vida tranquila, no sentido de sabermos que o crime não compensa?

Se Deus, na virada do século XIX, não permitia que o homem avançasse na sua humanidade, arrisco-me a dizer que, se não houver mundança deste código penal e da ética que tem regido nossas relações, não haverá possibilidade de sobrevivência do homem em sociedade nos próximos séculos.

Paulo Carlos.

sábado, 8 de maio de 2010

Vivendo sem máscaras

Vivendo sem Máscaras
Atos 4:32 – 5:1-11

O que é uma máscara? Em linhas gerais é um acessório para cobrir o rosto.
Muitas são as finalidades que se tem para este ato. Entre outras temos: A de uso profissional, lúdico, artístico e até o uso religioso.

O de uso religioso é muito comum em expressões de cunho animistas, que é a manifestação religiosa através dos elementos cósmicos e de representação totêmica.
Os registros mais antigos dão conta que o homem utilizava o recurso do disfarce, seja por roupas especiais, objetos ou mesmo a máscara sobre o rosto, nos cultos às divindades. Esta prática tinha como objetivo agradar ao deus cultuado ou manipular forças mágicas.

Este recurso passou das celebrações religiosas para o campo da arte, e do entretenimento. O teatro grego apoderou-se desta prática e, inicialmente, usaram 2 máscaras como referenciais: Uma representava a personagem da tragédia e a outra da comédia. Com isto a função do ator era de conduzir a platéia, pelo enredo, usando o disfarce como guia, como até hoje. Com a proibição da participação das mulheres e das crianças no teatro, as máscaras supriam esta falta.

A palavra Hipocrisia surge deste contexto de atuação. Hipócrita era o ator que vivia, no palco, uma vida que não era a dele.
A este tipo de atitude foi que Jesus se referiu ao se dirigir aos líderes do seu tempo. Jesus denunciou uma religião de palco. Uma vida de encenação.

Em sua vida, em seus ensinos, em seus exemplos, Jesus aboliu toda e qualquer forma teatral na relação com Deus. Ele ensinou que nossa conversa com o Pai deveria ser direta e simples. De preferência fora do olhar público, pois esta relação não deve estar subordinada a aplausos ou críticas alheia. A máscara, o disfarce, a representação de nada vale na presença do Deus vivo, porque Ele nos conhece de dentro para fora.

Os apóstolos não receberam qualquer orientação sobre o modelo de túnica que deveriam usar. Nada sobre padrões ritualísticos. O que receberam foi uma ordem direta: "Sejam minhas testemunhas, façam discípulos, amem uns aos outros, como eu vos amei". Para cumprir esta ordem, só vivendo como Ele mesmo demonstrou, com simplicidade, verdade, sinceridade e transparência.

Ananias desprezou este ensino, e tentou reproduzir o teatro pagão na vida comunitária da Igreja em Jerusalém. Lucas ao escrever o livro de Atos registra que a Igreja vivia dias de muita alegria, comunhão e crescimento. Tudo corria muito bem. Até que um dia, um levita, alguém que não deveria ter muitas posses (pois os levitas não foram contemplados pela divisão das terras) resolveu, do pouco que tinha entregar tudo para que seus irmãos não sofressem necessidades.

Um casal, Ananias e Safira, resolve produzir uma cena de generosidade. Vendem um terreno, guarda uma parte do dinheiro, e a outra entrega aos apóstolos dizendo que foram tocados para ajudar aos irmãos necessitados.

O pecado de Ananias não foi o de reter parte do dinheiro, mas o de tentar enganar a Igreja mostrando-se possuidor de um coração bondoso. Querendo para si a admiração que a comunidade tinha para com Barnabé, para isso faz uso do engano. Seu pecado foi o de mentir, querendo parecer o que não era. O pecado da sua esposa foi o de ser conivente com o erro. Ela teve a chance de ter um final diferente. Mas insistiu em apoiar o projeto do marido.

Por que Deus agiu de uma forma tão dura? Deus não poderia permitir que nos primórdios da sua Igreja a mentira prevalecesse. Que as lideranças surgissem através do engodo, do engano, da manipulação. Que a relação com Deus fosse percebida fora dos parâmetros da verdade e da sinceridade.

Infelizmente vivemos em uma sociedade que ainda venera as máscaras. Mas o evangelho não mudou. Sua mensagem e convite continuam atualizados e disponibilizados a todos que, cansados de viver uma vida de farsa, queiram, de uma vez por todas, livrar-se da maquiagem, da máscara que muitas vezes produz angústia, dor, depressão, lágrimas, decepções, desconfiança e medo. Medo de viver alegremente o que se é.

Disse Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
Liberte-se hoje desta máscara que te faz viver uma vida que não é a vida que Deus planejou para você. Contudo, como os bens de Ananias, a vida é sua. Você pode vivê-la como quiser, mas se desejar viver para Deus, se desejar experimentar paz verdadeira, paz que não esta ligada às circunstancias, antes é produto da presença de um Deus que consola; Se quiser viver, experimentar isso, entrega teu estojo de maquiagem, entrega tua caixa de máscaras, e vem viver a vida de verdade com Jesus.

No Amor do Cristo que nos conhece como verdadeiramente somos

Pr Paulo

quarta-feira, 5 de maio de 2010

De Onde Vem a Autoridade?
“E lhe disseram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? ou quem te deu tal autoridade para fazer estas coisas?“ Marcos 11:28

No dia anterior a este do diálogo que encontramos no texto base, Jesus entrou em Jerusalém ovacionado pelo povo que o recebia com declarações proféticas da chegada do Reino de Deus. Realizada as observações sobre o que acontecia no templo, Jesus volta, no dia seguinte, disposto a literalmente por ordem na casa.

O sistema de câmbio que deveria facilitar a vida dos peregrinos em direção à cidade santa para cumprimento legal da Lei Mosaica, tornou-se um comércio excludente. Os líderes religiosos, protegidos pelas leis que regiam a vida dos judeus, tiravam vantagem do sistema montado no pátio do templo. Os animais eram tidos como aptos a serem sacrificados ou não, pelos sacerdotes que privilegiavam os animais comprados no pátio, onde o comércio era por eles regido. Quando Jesus, em um ato que beirava a fúria, desmantela o cenário de exploração, citando as escrituras e trazendo à mente do povo o objetivo primeiro daquela casa, ele é argüido, não pela veracidade da sua afirmação, mas pelo sistema que lhe daria tal condição. Embora sua afirmação e atitude fossem reconhecidamente legitima, de outra forma ele teria sido expulso, talvez até morto ali mesmo, o que se questiona é se ele teria autoridade e de onde ela provinha, para que assim agisse.

Jesus era primo de João, o batista, que era filho de sacerdote. A linhagem daria acesso ao sistema religioso dominante, contudo, João afasta-se do templo e proclama o batismo de arrependimento, o qual Jesus aprova e, didaticamente, se submete. O povo reconhecia o ministério de João como algo vindo de Deus, e Jesus é visto nesta linha de pensamento de modo que, embora não fosse ministérios formais e oficialmente legítimos na perspectiva humana, eram ministérios reconhecidos pelo povo que fora por eles tocados. É a ação de Deus no meio do seu povo que legitima o ministério. Esta é a primeira lição que vemos aqui.

A segunda, e a mais dolorosa para qualquer líder, é saber que, mesmo exercendo o ministério dado por Deus, não se tem a garantia da unanimidade, nem mesmo do apoio integral por parte do povo. O povo que proclamou o “Hosana nas alturas, bendito o que vem em nome do Senhor” (Mc 11:10), em sua maioria fez o coro do “Crucifica-o” (Mc 15:13). Sendo assim, o sucesso do ministério não deve ser medido, por parte do vocacionado, pelo número de elogios que recebe em público, mas pela coerência das suas atitudes em relação ao que acredita ser o certo diante da vocação que recebeu. Eis a terceira lição.

Por fim, mas sem esgotar a riqueza do texto, é preciso saber que a luta por poder não faz parte do cenário do Reino de Deus. Sendo Deus o dono e Senhor, o que importa é fazer o que é correto, independente do lugar que ocupamos no organograma da seara divina; sabendo que o que fazemos não o fazemos para homens e sim para Deus, por isso Paulo exorta aos coríntios a serem firmes e inabaláveis (I cor 15:58), pois é para Deus que daremos conta de tudo, inclusive da autoridade que nos foi confiada por Ele mesmo para exercemos o seu ministério.
No amor de Cristo que, por graça, me permite ministrar

Pr Paulo Carlos.