quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O seu lugar na casa.

O seu lugar na casa.
Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. 1 Pedro 4:10

É comum usarmos o termo Casa de Deus ao nos referirmos à Igreja. 

Normalmente a palavra Casa nos remete ao conceito de moradia, mas há outras conceitos ligados a isso como, por exemplo, segurança; a casa é o lugar onde nos sentimentos seguros. 

Há outras questões relacionadas a esse termo como a manutenção da casa; esse lugar precisa ser cuidado; o lixo precisa ser colocado para fora. Sim! uma casa ocupada produz lixo e é preciso diariamente proceder uma faxina para que haja um ambiente saudável.

Só essas duas questões já nos concede um bom material de reflexão sobre o ser Igreja, mas quero apontar uma outra questão. 

Quero destacar que uma casa tem vários cômodos e cada um deles se destina a um tipo de atividade nas quais os habitantes de uma casa se envolvem. Por exemplo: Toda casa tem uma sala. Esse ambiente, via de regra, é partilhado com os visitantes. É o lugar das festas. É o primeiro passo que se dá dentro de uma casa, mas a sala não representa intimidade. 
Toda casa tem uma cozinha. Lugar preferido da maioria, principalmente dos mais gulosos. Lá se prepara as refeições que produzirá a energia necessária para a sobrevivência dos habitantes da casa. Há quem não goste do tempero ou do cardápio ou mesmo tendo atividades que o distancie da casa, prefere comer fora não partilhando dos mesmos nutrientes das refeições servidas na sua casa, com sua família. Participar desse lugar, assim como do quarto, simboliza mais intimidade. 
Ainda temos o banheiro onde realizamos as atividades de asseio ou higiene pessoal, tão necessário para uma vida comunitária.   

O que tudo isso tem a ver com Igreja?

Há pessoas que são eternas visitantes. Nessa categoria encontramos até quem já tomou uma decisão ao lado de Jesus, até se batizou, mas não passa da sala. Não se envolve, não busca intimidade. Não se torna participante efetiva da casa, não se compromete com sua manutenção e pouco se alimenta com o que é servido na casa. Apenas frequentam a "festa dominical" (culto noturno ou em datas especiais).  

Há pessoas que até desenvolveram uma intimidade maior. Essas circulam por todos os cômodos, mas vivem fazendo "lanche" fora e trazendo "quentinhas" para dentro da casa, desprezado as refeições (ensinos e doutrina) preparadas e oferecidas pela cozinha da casa.

Por fim, há aquelas que se recusam a fazer o asseio pessoal (oração de confissão e arrependimento), e marcadas pelo rancor, falta de perdão, quebrantamento na presença de Deus, vai tornando as relações empoeiradas e manchadas.

Essa metáfora da Igreja como "casa de Deus" inspira outras comparações, mas paro por aqui convidando-o a refletir sobre o seu lugar e sua atitude dentro dessa casa. 

Quem tem sido você dentro da "casa de Deus"? Um eterno visitante, o qual nenhum outro morador possa contar com sua presença e comprometimento a não ser nos momentos da festa, ou um morador comprometido para manter a casa sempre em ordem a fim de receber outros moradores?

Que o próprio Deus nos torne mordomos fiéis e comprometidos com o seu Reino.
Pr Paulo Carlos

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

GRATIDÃO POR 47 ANOS

Quero expressar minha gratidão pelas palavras de ânimo, mensagens, ligações e gestos de carinho expressados, de modo público ou privado, por todos vocês durante o dia de hoje.

É gratificante saber que de algum modo nossa existência marca a vida de alguém. Sei que isso não é mérito meu, mas de Deus que insiste em usar vasos rachados para irrigar o caminho e assim fazer germinar as sementes que Ele mesmo plantou. 

Mais um ano passou e ao olhar para trás parece que muita coisa ficou por fazer. Quero crer que o mais importante não é lamentar o que não foi feito, mas vibrar e comemorar com o que pode ser feito dentro dos limites impostos.

O britânico C.S. Lewis que foi escritor, professor e teólogo afirmou: "Você nunca é velho demais para estabelecer um novo alvo ou sonhar um sonho novo."  É esse o sentimento que tenho nesse dia que completo mais um ano de vida. 

Começo uma nova etapa desafiado por outra afirmação do Lewis: "Eu descobri em mim... Quer você tenha 20, 40, 50, 60 anos de idade, nunca é tarde demais para mudar de atitude."

Ser um pouco melhor a cada dia é a meta que pretendo perseguir nos anos que ainda me restam para viver. Afinal, nada mais deixamos ou levamos dessa vida a não ser o ser que somos, com o qual nos relacionamos com os outros seres, inclusive o Ser Supremo.

Agradeço a Deus pela existência que Ele tem permitido a mim e com ela a possibilidade de relacionamentos saudáveis e relevantes com a família, com a sua Igreja e com os amigos verdadeiros.

Uma excelente semana para todos meus leitores.
Paulo Carlos. 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Jesus nasceu mesmo de uma virgem?

Uma breve reflexão sobre o nascimento virginal de Jesus

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. Mateus 1:23

Ao longo da história formularam-se inúmeros questionamentos sobre o nascimento virginal de Jesus. Não quero aqui simplificar esse complexo emaranhado de argumentos e contra-argumentos ao tema, mas compartilhar o modo como enfrento isso. Lógico que meu posicionamento pode gerar contra-argumentos mil, mas o que não consigo dar conta, eu lanço na conta da fé. Afinal, gostemos ou não, parte do mistério da fé está justamente por se tratar de um elemento que ultrapassa a capacidade de entendimento, seja isso temporário, como no caso da ciência, ou não, como é o caso da religião.

Dito isso, quero relembrar que a criação narrada no Gênesis (cap 1 e 2) começa com a palavra criadora “Fiat”. Longe de ser a primeira propaganda de uma montadora de veículos (rs), em latim quer dizer “Faça-se” ou “Surja”, “Apareça”. Quando da criação do homem, além do diálogo que sugere a presença triuna de Deus, está registrado o sopro divino que anima a matéria constituída com todos os elementos químicos anteriormente criados, o que justifica a afirmação de termos sidos criados do pó da terra e para lá voltarmos quando o que nos anima que é o espírito, cessar sua atividade. (Eclesiastes 3:20)  

Pois bem, esse mesmo “sopro” que dá vida, que anima a matéria inerte e que tem origem divina foi, no meu modo de entender e não estou sozinho nisso, o gerador da gravidez de Maria. Daí o fato de Jesus ser 100% humano, por parte de mãe, e 100% Deus, por parte de Pai. Esse acontecimento é tão novo e original como o foi a criação de Adão, daí o apóstolo Paulo ter base para afirmar o surgimento da nova geração iniciada por Jesus. (Romanos cap 5 e 8)

Pr Paulo Carlos

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Entregue suas preocupações ao Senhor, e ele o susterá; jamais permitirá que o justo venha a cair". Salmos 55:22

Este trecho faz parte de um dos salmos que, para mim, foi muito difícil para Davi escrever.
Tudo indica que ele foi escrito durante os acontecimentos narrados no segundo livro de Samuel capítulos 15, 16 e 17. Davi não estava sofrendo apenas com a rebelião do seu filho Absalão, mas também com a traição de Aitofel, um levita a quem Davi considerava como um porta voz de Deus. Alguém com quem Davi celebrou muitas vitórias e partilhou momentos de comunhão na presença do Senhor. A traição dessa pessoa foi dolorida para Davi justamente por vir de alguém que ele nunca esperava tal atitude, tamanha era a confiança e os estreitos laços aparentemente forjados na caminhada.
O fim de Aitofel não foi nada agradável (II Samuel 17:23). Como aconteceu com Saul, Davi também não precisou levantar a espada contra ele, nem contra seu próprio filho. Deus, que tem todas as coisas sob seu controle, ouviu a voz do coração sincero de Davi e o preservou. Sendo assim, o conselho dado pelo salmista é fruto da experiência de alguém que viveu sob os cuidados de um Deus amoroso e justo.
Este Deus não mudou. Vale a pena esperar nele. Mesmo que tudo pareça demorado ou fora de controle Deus saberá colocar as coisas em ordem. 



Pr Paulo Carlos.